É cada vez mais comum nos depararmos com imagens “absurdas” na internet e questionarmos se são reais ou foram criadas com Inteligência Artificial (IA). Como humanos, temos a capacidade de perceber conceitos e utilizá-los em diferentes contextos. No entanto, aspectos como sentimentos, um tom de voz mais acolhedor e um senso crítico ainda estão sendo estudados para novas abordagens da IA. Mas será que é possível substituir a comunicação humana, em sua essência, por algoritmos e combinações computadorizadas?
A Inteligência Artificial já tomou conta de diversos setores da sociedade, auxiliando em tarefas repetitivas, exaustivas e até perigosas. No entanto, há uma linha tênue entre a ética dos algoritmos e a comunicação humana. A IA ainda não substituiu a conexão humana, muito menos a criatividade de quem pode ir além dos algoritmos. Contudo, pode ser uma ferramenta para auxiliar nesse processo.
Nesse sentido, a IA está cada vez mais integrada na rotina dos profissionais de marketing e tende a se tornar ainda mais comum. Um estudo da Gartner prevê que, até 2026, 40% dos aprimoramentos de produtos digitais utilizarão ferramentas de análise de produto e experiência do cliente orientadas por IA como principal fonte de insights, um aumento expressivo em relação aos 10% atuais. Além disso, o estudo indica que 75% das atividades operacionais de marketing serão transformadas em ações estratégicas nas organizações que adotarem IA.
No entanto, algumas pessoas se questionam: Seria ético esse uso global e incorporado à sociedade das Inteligências Artificiais?
O primeiro problema ético identificado é a falibilidade, referente às evidências inconclusivas que levam a ações injustificadas. Os algoritmos fazem correlações causais a partir dos dados minerados, mas nem todas essas correlações são corretas, tornando suas conclusões, algumas vezes, falhas. A busca por ligações causais é complicada devido à enorme quantidade de dados processados. Esse problema é agravado pelos dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) de 2016, que mostram que “robôs investidores” são responsáveis por mais de 40% das decisões de compra e venda no mercado de ações no Brasil, impactando diretamente vidas humanas.
Embora a IA esteja substituindo humanos em tarefas repetitivas, exaustivas ou perigosas, ainda não pode tomar decisões complexas nem adicionar uma camada ética às suas automações. Podemos citar chatbots, assistentes virtuais e veículos autônomos, como na Finlândia.
Em contrapartida, o mercado de trabalho pode se beneficiar com essa tecnologia nos próximos anos. Um estudo recente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom) prevê que a demanda por profissionais de TI chegará a 787 mil vagas até 2025. Embora a IA elimine cerca de 85 milhões de empregos, criará 97 milhões. A transformação do trabalho está em curso, com a IA assumindo tarefas previsíveis e de alta repetitividade, enquanto os humanos se concentrarão em atividades criativas e analíticas.
Nathália Penteado, uma das mentes estratégicas por trás da Quattromani, mergulha cada vez mais no universo das Inteligências Artificiais. Com seu olhar atento e observador, ela se especializa nesse campo em constante evolução, sempre em busca de novos horizontes e possibilidades.
Conversamos com Nathália para esclarecer algumas dúvidas, obter insights valiosos sobre o cenário do marketing atual e as estratégias emergentes. Sua experiência e conhecimento oferecem uma visão sobre como a IA está transformando o mundo dos negócios e abrindo portas para novas abordagens estratégicas. Confira!
“A grande ferramenta disruptiva que será responsável por mais uma revolução dentro do marketing. A grande genialidade do marketing é que ele sempre foi cíclico, porém, por algumas vezes, os ciclos são “quebrados” por tecnologias que vem para nos obrigar a pensar totalmente diferente do vínhamos pensando.”
São várias e a todo momento, novas vem surgindo no mercado, mas podemos citar: UpGrow, Genius.AI, Jasper, MarketMuse, GetResponse AI, AdCreative AI, Creatify, Sem Rush, Plus AI, Scalenut além do já famoso ChatGPT.
Com os comandos corretos ela pode facilitar a um criativo, por exemplo, com sugestões, baseado não somente no briefing, mas no perfil do cliente para gerar um conteúdo que seja personalizado e muito mais alinhado com o objetivo.
A IA quando bem utilizada pode ser uma grande geradora de insights, como ela captura as mais diversas fontes, – vale lembrar que ela não vai saber distinguir informação real de fake news se não for programada para essa função, – pode gerar uma gama de ideias que podem ser exploradas para a criação de conteúdos e até campanhas.
A conexão emocional, a contagem de histórias não pode ser reproduzida pela IA. Sentimentos, cheiros, sensações e experiências podem ser aprimorados com o uso da IA, mas nunca totalmente substituídas.
O maior desafio sem dúvida é acompanhar a velocidade que as ferramentas de IA evoluem, mal aprendemos um prompt de comando e a ferramenta se atualiza fazendo nosso prompt não ser mais útil. As limitações, porém, vem da celeridade das informações, muitas vezes tornando nossos conhecimentos sobre IA tão obsoletos quanto o dia anterior.
Pensando friamente que toda invenção criada pode ser utilizada para o bem ou para o mal, mas uma vez é a ética humana capaz de barrar ou frear o uso indevido da IA.
Como a inteligência artificial ainda está longe de pensar e agir de forma humana, ainda somos indispensáveis a criação de vínculos e relações mais humanizadas. A IA vem para agilizar e auxiliar, mas por enquanto está longe de substituir o ser humano nesse aspecto relacional.
O South by Southwest (SXSW) 2024, realizado em Austin, Texas, trouxe tendências tecnológicas e inovadoras que influenciarão o futuro. O evento reuniu cerca de 50 mil participantes, sendo 30% de outros países, principalmente do Brasil. Foram apresentadas 700 tendências em 16 volumes, abrangendo temas como clima, mobilidade, comunicação, metaverso e inteligência artificial (IA). A ênfase foi na “era da transição tecnológica” impulsionada por IA, Internet das Coisas (IoT) e biotecnologia, destacando desafios éticos e de responsabilidade.
A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) anuncia que nesta sexta-feira, dia 14 de junho, realizará um evento especial dedicado à discussão dos principais insights e tendências observadas durante SXSW. O festival, conhecido por reunir mentes inovadoras e visionárias do mundo todo, oferece uma oportunidade única para explorar novas ideias e tecnologias que podem impactar o setor agropecuário e o marketing rural, e tecnológico do mundo todo. Durante a conversa, especialistas renomados compartilharão suas experiências e análises sobre as inovações apresentadas no SXSW, abordando temas como sustentabilidade, tecnologias emergentes, transformação digital, e novas abordagens de marketing que podem ser aplicadas no contexto rural brasileiro. É uma oportunidade imperdível para profissionais e entusiastas do setor se atualizarem sobre as últimas tendências e se prepararem para os desafios e oportunidades do futuro.
Nós, da Quattromani, como associados da ABMRA estaremos presentes e atentos às novidades do setor!
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